quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sentir-se só


É triste olhar para o lado e não ver ninguém, é triste perceber que aqueles tantos ‘amigos’ simplesmente desapareceram, perceber que na verdade aqueles ‘amigos’ já não se importam comigo e simplesmente decidiram não fazer mais parte de minha vida.
Há tempos atrás haviam tantas pessoas ao meu redor, tantas companhias, tanta gente disposta a compartilhar a vida comigo. Agora vejo que cada um resolveu viver, ser feliz, aproveitar seus momentos sem me levar consigo, sem se importar comigo. Eles saem, se divertem, conversam, fazem companhia uns para os outros e eu aqui sozinha, eu e meu mundo, eu e minhas lembranças, felizes lembranças!
Parece combinado... Todos sumiram de uma vez só, cada um por um motivo, alguns sem motivo algum, mas fazer o que né?! Não posso obrigar ninguém a gostar de mim, a sentir minha falta e a estar ao meu lado, não vou correr atrás de quem não se importa comigo, de quem não faz questão de ter minha amizade, não vou mendigar por carinho, companhia, palavras e sentimentos sinceros.
Estou sozinha, com meus pensamentos, meus medos, meus sentimentos, minhas aflições, e lembranças, sem ninguém para compartilhar, sem ninguém que se interesse por isso, mas tudo bem... A vida continua, eu caminharei sozinha e de cabeça erguida!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Insatisfação


Os dias passam e cada vez mais cresce minha insatisfação comigo mesma!

No geral as coisas andam bem, a rotina continua... Faculdade, auto escola, casa, amigos, família, namoro, farras.

E eu com minhas insatisfações e ‘crises’ intermináveis. É triste ver que as coisas não estão como gostaria que estivessem e mesmo assim não poder, não conseguir fazer nada para mudá-las. É triste me olhar no espelho e ver alguém diferente de mim mesma. É triste perceber que as roupas já não têm mais a minha forma, que minhas coisas já não têm mais a minha cara, que o que eu quero foge do meu alcance. É triste não ter mais aquela alegria, aquela vontade (das coisas e pessoas), aquela disposição interminável para tudo que antes eu tinha. É triste ver muita coisa mudando para pior. É triste olhar ao meu redor e não reconhecer o mundo em que vivo e as pessoas com que me relaciono, ver que tudo está diferente do que sempre foi e não conseguir me ‘encaixar’ no novo modelo definido. É triste ver que mesmo ao lado de tantas pessoas eu me sinto só, ver olhares vazios, abraços e beijos sem sentimento, palavras simplesmente jogadas ao vento.

Tudo está tão diferente, eu estou diferente, o mundo está diferente, as pessoas estão diferentes. E eu me pergunto: Onde está tudo o que conquistei, a vida que sempre tive? Cadê meus sonhos, minhas felicidades e realizações? Onde está a essência, o conteúdo desse mundo vazio? Onde EU estou? Porque aquela que vejo no espelho, aquela que está vivendo minha vida, fazendo minhas escolhas e aproveitando meus dias não sou eu... Sinto que não sou eu e mesmo assim não consigo mudar, tomar de volta o que é meu. Eu e eu mesma, grande conflito, grandes perguntas e nenhuma resposta, nenhuma solução.

domingo, 5 de abril de 2009

Ah, a magreza

É incrível como hoje em dia as pessoas valorizam a magreza....
Toda mulher quer ser magra, todo homem quer ser sarado e ter uma mulher 'gostosa'! É (quase) sempre assim...
Onde está aqueles que gostam de mulheres (homens) que enchem uma cama? ('hahahaha') Onde está aqueles que não se preocupam com os pneusinhos a mais, nem com gordurinhas salientes? Cade as pessoas que vêem o conteúdo apenas? Cade aqueles que se sentem bem e felizes como são?
Sinceramente não consigo encontrar....
E o que mais me incomoda é saber que eu també sou assim, valorizo a magreza, sou insatisfeita com as gordurinhas que julgo ter a mais e por mais que não faça quase nada para mudar não me sinto bem com o corpo que tenho hoje!

Falta tempo...

Genteeee,
isso aqui está meio abandonado, tem um tempo que eu não posto, mas a vida está meio corrida. Estou fazendo mil coisas e não está sobrando tempo. Tenho coisas em mente para escrever, só falta escrever, em breve estará aqui!

Beijo

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Escolhas


E hoje a vida me submeteu a mais uma escolha. Não foi a primeira, nem a última, não foi a mais difícil, mas com certeza não foi fácil.
O que seria da vida sem escolhas? Sem caminhos a serem escolhidos e traçados? Sem escolhas certas e erradas? Não seria nada! Afinal a vida é feita delas... Elas fazem toda a diferença! Nos levam a coisas boas ou não, nos levam a novidades ou a caminhos já trilhados.
Hoje, eu escolhi percorrer novamente um caminho já trilhado, com sede de mudança, de fazer com que tudo seja melhor, com sede de fazer ser bom tudo aquilo o que foi ruim, com sede de trasformar lágrimas em sorrisos, tristezas em alegrias, mágoa em amor! Eu tenho sede de vida, de felicidade, de realização!
Se essa escolha não for a escolha correta?! Paciência... Vou me reeguer após o tombo, bater a poeira, cuidar dos machucados, levantar a cabeça e começar tudo de novo! Não será a primeira nem a última vez, pode ser difícil, mas eu sei que consigo, sempre consigo! Basta ter força de vontade, determinação e sede de tudo isso o que já disse... Todo mundo erra! Recomeçar as vezes é necessário.
Hoje tudo tem gosto de esperança, de novidade, de mudança! Parece que consegui unir a razão e a emoção em um mesmo foco, sinceramente espero estar fazendo a coisa certa, mas isso só o tempo irá dizer... Seja o que Deus quiser!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

E o ano letivo recomeça


Fevereiro chegou, as férias terminaram e mais um ano letivo teve início. Reencontramos os amigos, os colegas, (os nem amigos, nem colegas), os professores e finalmente conhecemos os tão esperados (ou não) calouros.
Início de semestre é só festa, zuação, brincadeira... A gente mata as saudades, conhece pessoas novas e ainda não tem aquela cobrança na faculdade já que está tudo recomeçando.
Primeira semana de aula: O reencontro! Animação total, revemos todo mundo, fazemos planos para o semestre e principalmente para o trote.
Segunda semana de aula: O trote! Um belo dia alguém fala: É hoje! Avisa os veteranos, combina tudo. E a noite quem tem disposição vai à faculdade conhecer os calouros, brincar, beber, festejar. Trote é só festa, risada, brincadeira, ‘sacanagem’ (e cá entre nós) uma confraternização muito legal.
Depois do trote o pessoal já começa a se conhecer, calouro já ‘acha que é gente’ e agora rola mais festa. Calouros e veteranos se unem e se divertem juntos...
Terceira semana de aula: Todo mundo já se sente íntimo, amigo (ou não), já começam a aparecer os ‘podres’ de cada um, as afinidades e diferenças começam a surgir, muitas vezes grandes afinidades com alguns e imensas diferenças com outros, as panelas ressurgem, se renovam, tem gente que entra, tem gente que permanece, tem gente que sai...
E assim tudo recomeça, novas amizades, novas inimizades, velhos amigos, velhas inimizades, novos rocks, novas perspectivas e planos, novo semestre. Tudo novo, mas sempre com muitas marcas e recordações daquilo que passou, sempre carregando tudo de bom que foi antes conquistado. E assim mais uma vez celebramos uma das melhores épocas de nossas vidas!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

De repente 19


29 de Janeiro de 2009, mais um ano se completa em minha vida.
O tempo passa muito rápido, a vida passa rápido e quando assustamos um longo caminho já foi percorrido. Foi assim comigo! 19 anos se passaram, passaram rápido demais e quando me dei conta minha infância já havia acabado, a adolescência também já estava acabando (deixo claro que não me considero adulta) e com a idade foram chegando responsabilidades e compromissos.
O mundo me considera uma adulta-jovem, eu me considero a mesma menina cheia de sonhos, objetivos e medos... A menina que dorme com o ursinho de pelúcia, que é completamente dependente da mãe, que escreve todos os dias na agenda, que tem medo do escuro, tem medo do que a vida pode lhe trazer, tem medo da morte, que sonha em encontrar o amor da sua vida, casar, ter filhos (e viver feliz para sempre), sonha com sua realização pessoal e profissional, sonha em ser uma grande jornalista, que não vive sem seus amigos, que precisa sempre ter alguém com quem chorar e sorrir. Essa menina sou eu... Até hoje sou assim!
Sou alguém que cresceu, mas não aceitou isso ainda, alguém que não conseguiu acompanhar o próprio crescimento. Não me sinto preparada para assumir minha própria vida, ser dona de mim mesma! É muito difícil assumir e aceitar isso, mas é a verdade... Sinto-me a mesma menina que sempre fui: doce, frágil, carente e dependente!
A menina de 19 anos, que tem suas responsabilidades, compromissos e cobranças, mas que não se sente preparada para a vida que é obrigada a levar, que não se sente preparada para enfrentar as coisas e situações que a própria vida lhe impôs.